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O Curioso Caso de Benjamin Button no cinema

"O sucesso de O Curioso Caso de Benjamin Button era inegável e previsível: mesmo diretor de Forest Gump, Clube da Luta e Seven; dobradinha de Cate Blanchet e Brad Pitt e uma fábula fantástica e aguçada. A despeito de toda inventividade e resquícios de Retrato de Dorian Gray, obra de Oscar Wild, o longa ainda envereda pela história, como a Segunda Guerra e o Furação Katrina. São 167 minutos que passam despercebidos tamanho o envolvimento do publico com esse curioso caso."

enviado domingo, 18 de janeiro de 2009 as 11:37

Longe Dela no dvd

"Sensível ao extremo, Longe Dela tem como pano de fundo o Mal de Alzheimer, apenas como um mote para tratar do amor eterno e todas as suas concessões frente às dificuldades e ao inesperado. Adicionam-se a isso, as brilhantes e inspiradas atuações de Julie Christie e Gordon Pinsent e direção de Sarah Polley (a não menos brilhante protagonista de A Vida Secreta das Palavras e Minha Vida Sem Mim)."

enviado domingo, 18 de janeiro de 2009 as 11:26

Vicky Cristina Barcelona no cinema

"Woody Allen mostrando aquilo que todo mundo quer ver, Scarlett Johansson sendo juíza de suas próprias ações e destino, Rebecca Hall fazendo NOSSOS questionamentos amorosos, Javier Bardem emanando vida e causando inveja, Penélope Cruz coadjuvante, um legítimo e irônico narrador e verão em Barcelono. Isso tudo basta para alçar Vick Cristina Barcelona ao posto de melhor filme de Woody Allen, não obstante, o melhor de 2008."

enviado sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 as 10:09

Juno no cinema

"Juno se reveste da campanha pró-vida, e a hipocrisia fica por conta da gravidez não planejada, que é recebida sem maiores dramas pelos pais e quase não muda nada a rotina da futura mamãe. A despeito do retrato cor de rosa que faz desse comumente problema que é a gravidez na adolescência, o filme tem um dos melhores roteiros já vistos no cinema (os diálogos são deliciosos e cheios de referência pop ), trilha sonora beirando a perfeição ( Cat Power, Kimya Dawson, Belle & Sebastian ) e atuações intuitivas e adequadas. Até você terá vontade de deixar Ellen Page prenha!"

enviado sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 as 9:55

Um Beijo a Mais no dvd

"Do mesmo diretor do feminista Alguém Como Você, Um Beijo a Mais é a refilmagem do (também ótimo) italiano O Último Beijo, agora, com o inteligentíssimo e tocante roteiro de Paul Haggis (responsável por Menina de Ouro). O impecável Zach Braff faz um cara na crise dos 30 que, a despeito de ter uma namorada perfeita (a belíssima Jacinda Barrett) e estar a caminho do casamento, se envolve com outra garota (a não menos belíssima Rachel Bilson, a Summer de The OC), o que afrouxa um pouco o controle de seus planos. O filme foge dos clichês ao tratar da transição para a vida adulta, evidenciando todas as recompensas enganadoras e inebriantes de se tornar dono de próprio nariz e desprezando qualquer tipo de diatribe ou panfletagem. Para culminar, a abertura fica ao cargo de Chocolate, de Snow Patrol, o que faz de Um Beijo a Mais um dos meus guilty pleasures de honra."

enviado quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 as 11:29

Feliz Natal no cinema

"O primeiro filme sob a direção do multitalentoso Selton Mello transborda sensibilidade: fotografia minimalista, trilha sonora inquietante, maestria e perícia nas atuações e representação verossímil [e extremamente perturbadora] das relações familiares. No entanto, é desguarnecido de apelo e clareza junto ao público, o que dá a entender que Feliz Natal se trata de um culto, ou uma autoproclamação de grandeza, do diretor consigo próprio. Esperamos por Natais mais felizes e menos dadaístas, Selton."

enviado quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 as 10:22

Madagascar 2 no cinema

"Forçado e mediano em todos os sentidos, Madagascar 2, além de não trazer qualquer inovação a animação – como Ratatouille ou Wall-E - parece ter uma única intenção rasteira e modesta: requentar o antigo hit "I Like To Move It", agora a cargo de Will.i.am. A primeira cena, onde somos levados a “infância” dos personagens, é um tanto promissora e carismática, entretanto, ao longo do filme, a interação dos protagonistas – cujo único destaque ainda é a girafa hipocondríaca – com os outros personagens carece de apelo; os impagáveis pingüins, que salvaram o primeiro longa, foram relegados a segundo plano; e as poucas piadas bem sacadas se dão, em sua maioria, nas cenas da velhinha encrenqueira, espertamente reaproveitada. Apesar de a fórmula parecer esgotada, uma terceira seqüência está em fase de produção. Entretenimento descompromissado, mas não há como escapar."

enviado quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 as 11:31

Ratatouille no cinema

"A premissa de Ratatouille é a mesma de tantas outras produções da Disney (como Toy Story, Procurando Nemo e Os Incríveis): a vitória do poder individual sobre a mediocridade geral de uma sociedade desprovida de talentos especiais. Apesar da história simples, e dos personagens aparentemente clichês, o diretor Bird Brand (Os Incríveis) construiu uma obra-prima inteligente e sofisticada, sobre a auto-aceitação, a família, e até a crítica de arte. O roteiro e a direção abrem um vasto campo de interpretação: de personagens solitários tentando se erguer contra os padrões estabelcedidos pela sociedade a mazelas do capitalismo pressuroso. Os efeitos visuais e sonoros são minimalistas e formidáveis - nunca se viu mais belas vistas da cidade luz na história no cinema, inclusive do live-action, e é possível até ouvir os passinhos de Remy e o tilintar dos utensílios da cozinha. Enfim, Ratatouille é um prato cheio para aqueles que gostam de degustar a palatável sutileza da arte."

enviado quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 as 9:41

O Dia em que a Terra Parou no cinema

"Os recentes remakes de Hollywood estão se tornando uma questão de iconoclastia. E a refilmagem do clássico O Dia Em Que a Terra Parou de 1951 não é diferente: Keanu Reeves transformou Klaatu em uma versão mais trôpega de Neo (Matrix), Jeniffer Conelly parece perdidíssima entre caras e bocas, e o máximo que o robô gigante e super poderoso consegue causar na platéia são emblemáticos bocejos. Para quem viu a fita original, tudo se torna ainda mais desastroso. A certa altura, o alien boa-praça (Keanu) diz a Helen (Jeniffer) que se ela morrer a terra vive, se a terra viver ela morre. Depois de assistir ao longa, não haverá dúvidas de qual é a opção mais prudente: morram todos – não sem antes abiscoitar o framboesa de ouro, claro."

enviado quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 as 9:28

Crepúsculo no cinema

"A sensação de dejá vu ao ver o filme só é superada pela imensa vergonha alheia provocada. É inegável o mérito de Kristen Stewart e Robert Pattinson, que, diga-se de passagem, parecem ter mais química que os próprios Bella e Edward, mas a diretora Catherine Hardwicke definitivamente não conseguiu melhorar em nada a trama prolixa e enfadonha de Stephenie Meyer – injustamente alçada ao sucesso por milhares de adolescentes e (pasmem) donas-de-casa. Além de ignorar totalmente a mítica sobre vampiros, o filme é permeado de situações risíveis e aparentemente aleatórias. Para completar, as atuações inapeláveis são potencializadas pelos efeitos visuais amadores. Em suma, Crepúsculo é uma colcha de referencias mal costurada, capaz de fazer até o Zé Vampir (Turma do Penadinho) ficar encabulado. Fuja dele assim como os vampiros fogem da luz do sol."

enviado quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 as 9:02

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